Carregando - CSDS
en-US
× INÍCIO O ESCRITÓRIO ÁREAS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAIS NOTÍCIAS E PUBLICAÇÕES CARREIRA CONTATO

Dr. Vinícius Camargo Silva para o jornal Cruzeiro do Sul

Dr. Vinícius Camargo Silva para  o jornal Cruzeiro do Sul

Metas ajudam pequenas empresas a sobreviverem nos primeiros anos

De acordo com o Sebrae, a seleção natural do mercado e falta de planejamento são os principais motivos para o fechamento

                                                                                                                                 Priscila Fernandes

Jornal Cruzeiro do Sul

                                                                                                                                  17/06/2018

Sorocaba possui 88.656 empresas ativas, número 7,42% superior às 82.529 existentes no município em 2017, de acordo com dados do Empresômetro, Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Os números colocam a cidade na 6ª posição estadual em número de empresas. No entanto, a longevidade segue como um grande desafio para os empresários brasileiros, especialmente para os negócios de menor porte.

Muitos deles conseguiram passar pelos momentos mais turbulentos da crise econômica, mas sentem agora o fim do fôlego mesmo com os primeiros sinais de recuperação do mercado. “Mais de 50% das micro e pequenas empresas (MPEs) que abrem não chegam ao quinto ano”, alerta Bruno Mattos, consultor de negócios da regional de Sorocaba do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Para o consultor, diversos fatores influenciam na sobrevivência das empresas, entre eles a seleção natural do mercado e em especial a falta de planejamento. Entre os empresários há aqueles que abrem um negócio devido à oportunidade e outros pela necessidade. Os empreendedores de oportunidade enxergam uma tendência. Já os por necessidade são empurrados ao empreendedorismo a fim de gerar renda.

Mattos explica que é preciso planejar todos os aspectos do negócio e definir metas. É importante analisar o mercado e não se deixar seduzir por modas passageiras, com paleterias, ou food trucks, por exemplo. Noções realistas sobre quanto capital de giro também são importantes. “Às vezes você chega ao segundo ou terceiro mês e não tem capital de giro: você tem que fechar o negócio”, afirma o consultor do Sebrae.

Gabriel Henrique Gonçalves Leite, 19 anos, abriu sua barbearia no Jardim Simus há quatro meses. Ele começou a atuar como cabeleireiro aos 16 anos e conta que planejou bem até montar o próprio negócio. Gabriel pensa em expandir devido ao grande volume de clientes. “Trabalho sozinho por enquanto, mas vou colocar funcionários.”

Recuperação

Quando a empresa começa a enfrentar dificuldades financeiras, uma saída antes de desistir é a recuperação judicial. A medida jurídica possibilita reorganizar os negócios, redesenhar o passivo e, assim, preservar empresas viáveis no mercado. “É um remédio amargo, mas tem ajudado empresários que não conseguem se levantar sozinhos.”, afirma o advogado especialista em direito empresarial Vinícius Camargo Silva, do escritório CSDS Advogados.

VOLTAR